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Data de publicação: 19 de novembro de 2025
O Saae (Serviço Autônomo de Água e Esgoto) de Mogi Mirim, em parceria com a Faculdade Santa Lúcia, concluiu uma série de workshops voltados à preparação psicológica e prática dos servidores públicos com mais de 60 anos para a aposentadoria. A ideia é ajudar a enfrentar a grande e rápida mudança que é parar de trabalhar. A iniciativa reconhece que, sem um bom preparo, essa nova fase pode causar problemas emocionais e financeiros na vida das pessoas.
Os encontros foram criados para fazer com que os servidores se sentissem valorizados e pensassem em um assunto que costuma ser esquecido: o que fazer depois de parar de trabalhar. O engenheiro Neiroberto Silva, presidente do Saae, explicou o objetivo: "Preparar a todos para terem uma vida mais tranquila e saudável na aposentadoria".
Uma reflexão importante levantada nas conversas foi que "o trabalho ajuda a construir a nossa identidade, porém, ele é apenas uma das esferas que compõem a nossa vida".
Os temas discutidos incluíram: como organizar as finanças — aprendendo a dar prioridade às necessidades em vez dos desejos — e, principalmente, como usar o tempo livre e encontrar novas atividades depois da aposentadoria. A meta é que os futuros aposentados continuem se sentindo realizados e úteis.
A importância desses encontros foi destacada pelo desenhista técnico Gilberto Carlos da Silva, que soma quase 48 anos de dedicação ao serviço público. Ele elogiou como as conversas foram conduzidas, com muita descontração e leveza ao abordar os temas, além da participação ativa dos servidores. "A ação foi muito importante para mim, pois, apesar de já ter um planejamento para o futuro, os encontros proporcionaram uma visão mais ampla e irão complementar meu planejamento", afirmou.
O trabalho foi conduzido por Pedro Henrique Dias de Oliveira, estudante de Psicologia da faculdade. Ele destacou a importância de dar voz a esse público, que muitas vezes se sente "esquecido". A participação foi grande, e os servidores puderam dividir suas histórias, o que ajuda a combater o preconceito contra os mais velhos.
No final, a avaliação mostrou que o projeto funcionou: os participantes se sentiram mais conectados, estão pensando melhor nas questões financeiras e se sentem mais prontos para a transição. Este projeto atendeu a uma necessidade importante na vida dos profissionais com longos anos de dedicação ao serviço público.